
House, filmado com uma câmera fotográfica. Se alguma dúvida existisse na cabeça dos cépticos, a utilização de uma reflex digital Canon EOS 5D Mark II para filmar o final da série televisiva House é um farol no caminho. O cinema está mudando. Não vamos todos ser cineastas, mas para quem o é as possibilidades são tremendas.
Numa entrevista feita através do Twitter, Greg Yatanes, director da produção da série, revelou que a câmara foi usada para filmar em locais onde um equipamento convencional colocaria problemas.
(Cenas da sexta temporada de House com a Canon 5D Mark II)
A EOS 5D MKII foi usada com as focais fixas da marca e ainda com os zooms 24-70 e 70-200mm, sem recurso a qualquer sistema especial de estabilização – segura na mão, acredite - e por vezes com um pequeno tripé para suporte. O cineasta afirma que a capacidade para separar planos, desfocando totalmente fundos é um dos trunfos de um sistema que acredita estar ainda na infância da sua utilização pelos profissionais. E sugere que objectivas pensadas para uso no cinema estão em produção…. deixando no ar pistas para o que pode esperar-se da Canon nos próximos tempos. Começa, assim, a fazer sentido a escolha da marca para este ano no que respeita a apresentação da EOS 550D: todas as sessões foram realizadas ou em cinemas ou em instituições ligadas à Sétima Arte. a Canon queria fazer passar a mensagem.
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Leia a entrevista no sítio da PetaPixel e fique atento à série quando passar em Portugal. Mas não é necessário ver House para apreciar as capacidades do equipamento. A web está cheia de produções que vão além dos simples testes de fotógrafos ou cineastas aprendizes.
Espreite (acima) The Last 3 Minutes, um pequeno filme do cineasta Shane Hurlbut, autor de Terminator Salvation. Filmado com uma Canon EOS 5D Mark II é uma produção que a Canon subsidiou para mostrar o novo firmware, que veio responder aos pedidos dos cineastas de activar o modo de gravação a 24 fps. Filmado em 17 locais distintos numa maratona de 4 dias e meio com recurso a um arsenal de objectivas é de visionamento obrigatório.
Para saber mais sobre a forma de produção do filme visite o blog de Shane Hurlbut.
O vídeo The Last 3 Minutes recorda-nos um elemento importante. O equipamento torna a produção cinematográfica mais acessível a jovens cineastas, a candidatos à área. Mas o equipamento não resolve o problema chave de toda a produção: a capacidade para criar uma história realmente envolvente que nos faça ficar amarrados ao ecrã. Algo que este filme faz sem esforço desde a primeira cena. É essa a lição a tirar de tudo isto. O equipamento existe, cada vez mais acessível. Espera-se que a imaginação também. Mesmo uma EOS 550D pode produzir algo assim. Saiba quem a usa contar histórias. Na fotografia ou cinema.
(Texto retirado do site: Fotodigital-online)
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